segunda-feira, 25 de maio de 2009

Que religião Jesus trouxe para a humanidade?

No contexto social de Jesus, judeu não era apenas alguém nascido dentro das fronteiras que delimitavam um país. Naquela época, eles já não eram "donos" de um espaço de terra há muito tempo. Após as várias conquistas de diversos impérios (Assírio, Persa, Babilônico, Grego e Romano), a cultura judaica estava ligada apenas às suas crenças e rituais. Apesar do povo estar concentrado na estreita faixa de terra de 850Km², à direita do Mar Mediterrâneo (legado deixado pelo Rei Salomão), os judeus não eram mais uma nação, apenas uma cultura.

Alguns séculos antes, o povo havia perdido suas propriedades, e estava debaixo do jugo Egípcio.

Nessa época, os hebreus também estavam resumidos à sua cultura e crença. Então, Deus, através de Moisés, os libertou e os conduziu à uma terra chamada Canaã: "desci a fim de livrá-los da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel" (Gn. 5:8).

Um pouco antes disso, Deus chamou Abraão e lhe deu uma terra: "sai da tua terra (...) e vai para a terra que te mostrarei. de ti farei uma grande nação" (Gn. 12:1).

Anos antes, Deus abençoou Noé, dizendo: "Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei a terra" (Gn. 9:1).

E voltando aos primórdios, Deus fez Adão e Eva e abençoou-os dizendo: "tenha ele domínio (...) sobre toda a terra (...) Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a" (Gn. 1:26-28).

Deus, portanto, separou um povo e deu à ele terra. Esse povo, entretanto, criou um código de leis e baseado nele, formou um sistema de crenças e rituais estabelecidos como forma de se sentirem aptos de serem chamados filhos de Deus. Surge, então, uma religião.

Com base nisso, é possível dizer que Jesus, ao reestabelecer nossa aliança com Deus, deu ao homem uma nova religião?

Claro que não! Deus primeiramente deu (1) terra ao homem, e então, deu (2) autoridade para que exercecer domínio sobre ela. Essas são as duas únicas coisas que podemos reivindicar como sendo o legado de Jesus para seu povo.

A religião cristã, ou cristianismo, é apenas o resultado da má compreensão do que Jesus veio fazer.
A sua crucificação reestabeleceu a paternidade de Deus sobre nós, tornando-nos aptos a ter a terra de volta como herança. A sua ressurreição trouxe-nos de volta a autoridade intrínseca de ter a natureza divina em nós.

Então, por que vivemos querendo ir para o céu se lá não é nosso lugar?

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quarta-feira, 20 de maio de 2009

Procura-se uma coroa. Dá-se boa recompensa.


Todo mundo quer poder. Quem não quer? Eu quero. Ô, se quero.

Quero ter poder sobre as circunstâncias da minha vida, poder para mudar o ambiente à minha volta; poder para crescer, prosperar e ter uma vida feliz. Quero poder para liderar meu destino, minha história; poder para não ficar trancafiada no meu passado; poder para viver cada dia como se o futuro não existisse.

Poder é inerente ao ser humano. Independente da razão pela qual se quer exercer poder, desejá-lo não é ruim. Faz parte da nossa essência, do nosso substrato, nossa estrutura. Deus nos fez para dominar. Um olhar cuidadoso sobre Gênesis 1:26 (olha ele aqui de novo) mostrará isso. Nesse verso está o propósito e o motivo da existência da humanidade. E se não exercemos domínio, simplesmente estamos fora do foco.

Eu estou fora do foco. Pouquíssimas vezes tenho exercido o meu poder outorgado pelo meu Pai para controlar o que acontece à minha volta. Esses dias atrás, dois meninos de rua me abordaram para roubar minha bolsa. Tirando o fato deles serem metade do meu tamanho e não terem nenhum objeto em mãos que pudesse me machucar, eles tinham bastante autoridade na voz. O poder deles estava em meter medo. A única coisa que consegui fazer foi dizer para eles saírem da minha frente antes que eu arrebentasse os dois. O meu poder era a força.

Não sei se agi certo na minha abordagem. Sei que não entreguei aquilo que era meu.

Sei também que aquela situação é consequência de não exercer o "domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais selvagens, sobre toda a terra e sobre todo ser que rasteja" (versão Almeida Corrigida e Revisada) . É resultado de não ser, e me esforçar muito pouco para ser a imagem do meu Pai aqui, de ser semelhante a Ele aqui.

Quem conhece meu filho sabe que ele é a cara do meu marido. Será que eu sou a cara do meu Pai?

Será que meu estilo de vida reflete aquilo para o qual meu Pai me criou- expandir os domínios do Reino dele na Terra? Os cidadãos de um reino representam a glória de seu rei. A maneira como eles vivem reflete a maneira como o seu rei governa.

Se meu Pai, o Rei, é imutável, então tem alguma coisa errada em mim.




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domingo, 10 de maio de 2009

O lado esquerdo


Quando acabei de publicar a postagem anterior e fiquei pensando se talvez algumas pessoas não fossem pensar "preciso confiar mais em Deus".

Confiar não é a chave. Confiança é um sentimento. O dicionário define confiança como "Coragem proveniente da convicção do próprio valor; Esperança firme; Fé que deposita em alguém". A primeira definição tem a ver com autoestima; não com o amor de Deus por você, mas com o quanto você acredita nele a ponto de refletir no que você sente por si.

A segunda definição fala sobre esperança, que é um tipo de espera e só existe por causa do tempo. Sem tempo, as coisas tornam-se absolutas. A esperança também é um sentimento.

A terceira definição fala sobre um sentimento depositado em outrem. A definição clássica de Hebreus 11:1, "Ora, a fé é a certeza das coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêm", não diz respeito à fé em Deus. A Bíblia não diz "ora, a fé em Deus é a certeza...". A fé é absoluta.

A relativização de Deus no nosso dia a dia é o que torna nossas vidas tão sem sentido. Na maioria das vezes, procuramos uma religião que nos faça sentir bem, nos faça sentir felizes, nos faça sentir satisfeitos, sentir plenos, sentir amados, sentir completos, sentir prósperos, sentir realizados, quando, na verdade, deveríamos SER felizes, SER satisfeitos, SER amados, SER prósperos, SER realizados.

O verbo SER não dá margem para relativização. O SER é absoluto. Deus é absoluto. Ele disse "Eu SOU o que SOU". Quando deixamos de ser para sentir estamos deixando a racionalidade de lado, passando a estar à mercê das nossas ocilações de humor.

Sentir é bom. Deus nos fez com sentimentos, fez com que os expressássemos das formas mais criativas que existem, mas nossos sentimentos nunca deveriam dar margem para que deixássemos de SER o que Deus é.

Cada dia que passa, mais me convenço de que meu relacionamento com Deus é totalmente racional. SER é uma decisão diária, assim como o amor e o perdão.

Resumindo: NÃO CONFIE EM DEUS. Apenas seja Deus.

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sábado, 9 de maio de 2009

Cadê a maçã?

Ninguém nunca disse que foi maçã, mas convencionou-se assim. Uma macieira com frutos vermelho reluzente ao sol preguiçoso das 8 da manhã realmente deve ser irresistível!

Mas o que deve ter sido tão irresistível a ponto de fazer com que comessem a "maçã"?

Estou cada vez mais convencida que os meus momentos de escuridão são resultado da minha escolha em não viver na luz. Pelas leis da Física, a escuridão não existe. Ela é simplesmente a ausência de luz, assim como o silêncio é a ausência de som, e o frio, do calor. Então, minhas trevas são efeito da minha separação da Luz, que é Deus.

Provar a tal macã era tomar uma decisão de independência com relação a Deus. Aquela fruta traria o "poder" de determinar o que era bom ou mal. Por isso a serpente declarou que eles passariam a ser como Deus. Mas ela não explicou que tal conhecimento, numa dimensão limitada pelo espaço e tempo, resultaria na ausência de Luz e Vida, trazendo escuridão e morte.
Quando determino o que é justo, bom e mal baseado em uma percepção limitada, na verdade estou me colocando no lugar de Deus; estou bradando minha própria abolição. Estou, lá no fundo, escolhendo algo totalmente alheio à Deus que é luz, e me colocando na pior escuridão possível.

É o que determino para mim que me põe longe de Deus. Não o contrário. Quando declaro independência de Deus, só posso contar comigo mesma, com as minhas limitações. Estou sozinha.

"A cadeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz; Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas" (Mateus 6:22-23)

Como alguém limitada como eu pode determinar o que é bom ou mal? Mas vivo fazendo e quando faço, estou tomando o lugar do meu Criador, tentando segurar a folha em branco da eternidade, e ter controle sobre o círculo do tempo.
E aí, você pergunta, como fazer para voltar atrás? Você já ouviu falar da pirâmide de Maslow? Ele foi um psicólogo americano que propôs uma hierarquia de necessidades que todo ser humano está subjugado. Veja abaixo:

A base da pirâmide são as necessidades básicas, é o que sustenta todos as outras. Em Mateus 6:25-34, Jesus me deu a resposta para não viver mais na escuridão, mexendo nesta base. Ele me disse "Olha, não se preocupe com o que você vai comer ou vestir porque se eu cuido dos passarinhos e dos lírios, quanto mais de você que é parte de mim e eu, parte de você! A vida é muito mais que roupas e comida, mas se estou dizedo para você não se preocupar com o mais básico de tudo, é porque não quero que você se preocupe com o restante também".

Eu tenho aprendido que se eu me preocupar com o futuro, estarei pressupondo a ausência de Deus vendo o todo da história. Se eu O tiro do meu futuro, estou tomando posse do rumo da história novamente, incorrendo em independência, morrendo sozinha no escuro...

Ele continua: "Não se preocupe com o futuro. Busque o meu Reino e o resto vem".

Cadê a maçã? Está à mão, mas não vou pegar.

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terça-feira, 5 de maio de 2009

Que tipo de imortal eu quero ser?


Durante muito tempo imaginei a eternidade como um lugar etéreo, fulgurante, cheio de glória (que parecia fumaça cheia de purpurina dourada). Lá, todos estariam tão estarrecidos com a presença de Deus que ficariam para sempre amortecidos diante dele, prostrados adorando.

Descobri depois que eternidade é um estado - sem começo, sem meio, sem fim. E, apesar de já ter ficado estarrecida com a presença de Deus, totalmente amortecida pela glória dele (mas sem fumaça cheia de purpurina dourada), percebi que ele não deseja absolutamente que sejamos vegetais adoradores. Para isso ele criou as rúculas.

Estive acostumada a imaginar nossa existência como um processo de três estágios: nascimento, vida e morte - não aplicáveis a Deus, claro! Claro??? Se somos deuses, por que deveria ser aplicado a nós?

Pois é. Que tipo de imortal quero ser quando deixar para trás essa porção finita de existência e passar a viver a eternidade em sua essência?

Milhares de coisas passaram pela minha cabeça antes de decidir que quero ser alguém que está nele e ele em mim. Submersa. Entregue. Como o jardim estava no Éden. Quero entender a onipresença dele de forma completa e estar mergulhada nela o tempo todo.

Deus sempre está comigo. Nem sempre eu decido estar com ele no meu espaço e tempo.

Por estar presente o tempo todo, Deus não "espera" que eu esteja com ele, porque "espera" tem a ver com tempo, e ele não está preso a isso. O tempo é um círculo desenhado em uma folha de papel em branco chamada eternidade, e ele tem essa folha em mãos. Nela desenhou esse círculo sem começo nem fim e me colocou dentro dele.

Por ter o tempo e a eternidade nas mãos, ele não me obriga a ter um relacionamento com ele, nem fica à espera disso. Ele sabe que cada passo, decisão e escolha que faço pode me tirar ou alimentar a consciência que tenho da presença dele me envolvendo e por isso, não fica surpreso quando erro ou acerto, nem nunca diz "como é que ela pôde fazer isso?", porque a surpresa pressupõe não saber o que irá acontecer, e ele já sabe. Ele não precisa ficar mais feliz ou mais orgulhoso a meu respeito, porque sou parte dele e não há nenhuma parte dele que ele não goste.

Ele não tem expectativas, e ao contrário do que pode parecer, a falta dela não é uma forma de apatia que grita "Ah! Eu já sei como a história termina". Para Deus, a história não termina e a sua constância revela a enormidade da sua graça comigo. Ele sabe exatamente quantos erros e quantos acertos cometerei na minha jornada rumo a um relacionamento perfeito com ele. E conforme vou comentendo-os, ele não diz com espanto "De novo?". Ele só se alegra por eu estar mais perto dele cada dia mais.

Saber que Deus não fica mais alegre ou mais triste conforme minhas decisões, me garante a liberdade que preciso para estar mais perto dele dia após dia, pois não tenho que superar as expectativas de um Deus com rígidos padrões morais.

"A vida custa um bocado de tempo e um monte de relacionamento" (Willie Young).

Quero ser uma imortal mergulhada nele e ele em mim. E que honra tê-lo mergulhado em mim.