
Às vezes Deus fala algumas coisas pra mim que eu fico com receio de postar. Depois de um mês e meio sem enxaqueca, ela me visitou e não ficou feliz em me deixar depois de uma boa noite de sono: teimou por 24h seguidas.
Mais uma vez eu fui para o meu lugar secreto e chamei Deus para uma conversa... e, claro, pedi para ele levar aquela dor embora. Aconteceu o óbvio: absolutamente nada. E o pior! Ele simplesmente disse "não posso fazê-la sumir porque não é responsabilidade minha. Você é responsável pelo mal que acontece consigo. Dentro do seu reino, Eu não posso fazer nada". E eu fiquei indignadíssima. Como Ele, todo poderoso, Senhor soberano do universo inteiro pôde dizer que eu sou responsável por todo o mal que acontece comigo?
Sim, o homem é responsável pelo mal que o acomete.
E os poderes espirituais do mal? É claro que eles existem, mas sem eu e você, sua influência é apenas uma força latente, que está oculta, esperando a manifestação material de si mesma. E a tal manifestação material depende de mim e de você que habitamos essa dimensão material.
Exemplo clássico: Gênesis 3. O mal personificado na serpente era apenas uma força latente influenciando Eva. Para que o mal existisse nessa dimensão, Eva teve que fazer com que aquela ideia potencial se tornasse uma ação real. A ideia de comer do fruto teve que passar à ação de comer o fruto. Eva causou seu próprio mal.
Se existem coisas ruins acontecendo no mundo, os responsáveis somos eu e você. Não adianta imputar responsabilidade sobre os poderes espirituais do mal, se o mal que existe no mundo é consequência do mal que subsiste em nós, consequência da nossa distância do bem que exite em Deus. Esse mundo foi criado e outorgado a nós para que pudéssemos conquistá-lo, estabelecendo o Reino de Deus, que está nos céus, aqui.
Imagine que eu quisesse culpar a Inglaterra pelo fracasso brasileiro. Mesmo que ela tenha coagido a família real portuguesa a fugir de Portugal, o Brasil não é colônia inglesa, não é sequer responsabilidade dos portugueses, porque esta é uma nação que declarou sua independência! Da mesma forma, nós fomos influenciados e declaramos nossa independência da nossa nação-mãe, o Reino dos Céus, declaramos nossa total autonomia de Deus, mas continuamos responsabilizando-O por todo o mal que acontece conosco. E quando não é isso, culpamos o inferno, uma terceira nação, que pode até influenciar, mas não pode tornar nenhuma ideia potencial em ação real.
Conclusão: aquela enxaqueca era responsabilidade minha e consequência do mal que eu escolhi para mim, ao administrar mal minha raiva. E de todos os maus que pude trazer ao mundo material, acho que esse é o menor.
E você?
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