quarta-feira, 17 de junho de 2009

Quem quer abdicar da felicidade levanta a mão!


De todas as coisas que abdicamos na vida por todas e quaisquer razões possíveis, a única que decididamente não podemos abdicar é da felicidade.

E isso é uma coisa que as pessoas não pensam no decorrer de seus caminhos pela vida, e abdicam de sua felicidade trabalhando enlouquecidamente, ou abdicam dela para ganhar muito dinheiro. Muitas delas abdicam em favor da pobreza e da doença, algumas por causa da religião que escolheram seguir, e tantas outras em favor da sua miséria de espírito, pois não sabem viver de outra maneira.

Mas raramente alguém abdica da tradição, que é a maior inimiga da graça de Deus. Nossas tradições, nossa maneira única de fazer as coisas são inimigas mortais das chances e oportunidades. E então, quando isso acontece, nossa individualidade já não soma, diminui.
Em latim, no grego e no hebraico, a palavra tradição significa resumidamente “desistir ou render-se”, e quando nos rendemos a uma vida repetitiva, nos entregamos à tradição, nos rendemos a um regime de vida já prescrito, seguimos a bula da constância, com medo de que qualquer movimento brusco interfira naquilo que achamos que é felicidade, mas que na verdade é só mesmice, mais do mesmo.

Quando a rotina se instala, seja ela em qualquer situação da vida, não podemos perder nunca o foco da graça de Deus, que constantemente gera mudanças em nós em favor da nossa felicidade. Quando tiramos os olhos de Deus e colocamos na rotina, nas concessões, na mesmice, nas tradições, estamos nos rendendo ao medo – e o medo paralisa.

Insanidade ou loucura é fazer a mesma coisa e esperar um resultado diferente
(Albert Einstein)

Então, todas essas concessões feitas com o passar dos anos podem nunca ser um limitador ou um transgressor da felicidade, porque esta é como cartão de crédito: pessoal e intransferível.

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