
Volta e meia estou de braços dados com o início de tudo. Penso que se eu entender o princípio serei capaz de manipular meu tempo/espaço.
Essa frase tem mesmo o propósito de ser um tanto metafísica porque eu também creio que no princípio a eternidade exercia uma influência diferente sobre nossos corpos do que é hoje em dia.
O começo de tudo parece simples. Um grande Ser poderoso que resolveu compartilhar sua glória, poder e amor com seres bastante corruptos, tacanhos e mesquinhos.
A verdade é que no início, esses seres, apesar da parcela finita que compartilhavam com o Universo, eram revestidos da incorruptibilidade da graça desse Ser e, por vontade e desejo próprios, escolheram despir-se dela e ficarem nus.
"Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si" (Genesis 3:7)
A raiz da palavra "nudez" em hebraico significa "ser sutil, sagaz, astuto".
Eles, literalmente, esvaziaram-se da presença de Deus e perceberam que tinham a natureza da serpente:
"Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito..." (Gn. 3:1).
Mas Deus, em sua maravilhosa graça, recobriu aquela natureza de serperte do homem com o sangue e a pele de cordeiro fazendo menção ao sacrifício de Jesus que viria na plenitude dos tempos: "Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu" (Gn. 3:20)
Traçando um paralelo - e correndo o risco de errar assustadoramente - Jesus fez o mesmo movimento, mas com princípios diferentes:
"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Fl. 2:5-8)
Tanto o homem quanto Jesus escolheram despirem-se da glória de Deus. Um para provar de um poder que já era seu. O Outro para trazer-nos de volta à posição que já era nossa.
Quando o homem esvaziou-se de Deus, passou a ser servo, teve que humilhar-se e teve que ser obediente à natureza da serpente até a morte.
"Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão (...) Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo" (Gl. 3)
Nessa dimensão temporal em que vivemos é impossível despir-se da natureza da serpente, porque a escolha foi feita dentro da eternidade, que é uma dimensão de absolutos. É por isso que o sacrifício de Jesus não anula a natureza carnal, é por isso que "não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim" (Rm. 7:19-20).
Entretanto, existe um ponto importante que não é lembrado: O Propósito do Homem foi determinado antes da sua nudez. Isso quer dizer que ele também foi estabelecido na dimensão de absolutos e, mesmo vivendo na dimensão temporal fora do Éden, ele continua apto a exercer seu propósito:
"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto." (Gn. 1: 26-31)
A natureza da serpente não é a nossa natureza principal. É a nossa escolha.
Nossa natureza continua sendo divina, mesmo que sem Jesus estejamos vestidos da natureza da serpente.
Escolhendo revestirmo-nos da natureza de Cristo, voltamos à nossa condição original. Esse é o nosso princípio. O começo de tudo.
Abraços.
Essa frase tem mesmo o propósito de ser um tanto metafísica porque eu também creio que no princípio a eternidade exercia uma influência diferente sobre nossos corpos do que é hoje em dia.
O começo de tudo parece simples. Um grande Ser poderoso que resolveu compartilhar sua glória, poder e amor com seres bastante corruptos, tacanhos e mesquinhos.
A verdade é que no início, esses seres, apesar da parcela finita que compartilhavam com o Universo, eram revestidos da incorruptibilidade da graça desse Ser e, por vontade e desejo próprios, escolheram despir-se dela e ficarem nus.
"Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si" (Genesis 3:7)
A raiz da palavra "nudez" em hebraico significa "ser sutil, sagaz, astuto".
Eles, literalmente, esvaziaram-se da presença de Deus e perceberam que tinham a natureza da serpente:
"Mas a serpente, mais sagaz que todos os animais selváticos que o Senhor Deus tinha feito..." (Gn. 3:1).
Mas Deus, em sua maravilhosa graça, recobriu aquela natureza de serperte do homem com o sangue e a pele de cordeiro fazendo menção ao sacrifício de Jesus que viria na plenitude dos tempos: "Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu" (Gn. 3:20)
Traçando um paralelo - e correndo o risco de errar assustadoramente - Jesus fez o mesmo movimento, mas com princípios diferentes:
"De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens. E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz" (Fl. 2:5-8)
Tanto o homem quanto Jesus escolheram despirem-se da glória de Deus. Um para provar de um poder que já era seu. O Outro para trazer-nos de volta à posição que já era nossa.
Quando o homem esvaziou-se de Deus, passou a ser servo, teve que humilhar-se e teve que ser obediente à natureza da serpente até a morte.
"Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne? Será em vão que tenhais padecido tanto? Se é que isso também foi em vão (...) Mas, depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus. Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo" (Gl. 3)
Nessa dimensão temporal em que vivemos é impossível despir-se da natureza da serpente, porque a escolha foi feita dentro da eternidade, que é uma dimensão de absolutos. É por isso que o sacrifício de Jesus não anula a natureza carnal, é por isso que "não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço. Ora, se eu faço o que não quero, já o não faço eu, mas o pecado que habita em mim" (Rm. 7:19-20).
Entretanto, existe um ponto importante que não é lembrado: O Propósito do Homem foi determinado antes da sua nudez. Isso quer dizer que ele também foi estabelecido na dimensão de absolutos e, mesmo vivendo na dimensão temporal fora do Éden, ele continua apto a exercer seu propósito:
"E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.
E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento. E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.
E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom; e foi a tarde e a manhã, o dia sexto." (Gn. 1: 26-31)
A natureza da serpente não é a nossa natureza principal. É a nossa escolha.
Nossa natureza continua sendo divina, mesmo que sem Jesus estejamos vestidos da natureza da serpente.
Escolhendo revestirmo-nos da natureza de Cristo, voltamos à nossa condição original. Esse é o nosso princípio. O começo de tudo.
Abraços.
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