"...desvendou-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as que estão no céu como as na terra..." (Ef. 1:9-10)
Pensar que o ápice da vinda de Cristo é sua morte é limitar o propósito de Deus para sua criação, há que este fato revela apenas o desejo de Deus em fazer morrer em nós a natureza terrena: "E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)" (Ef. 2:1-5).
Mas o que adianta fazer morrer a natureza terrena e não nos dar uma nova?
Esta nova natureza é decorrente da sua ressurreição que conquistou para nós a posição de seres genuinamente divinos: "e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus" (Ef. 2:6), não por compartilharmos sua essência, mas por adoção: "nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade" (Ef. 1:5).
Lá atrás, Deus nos criou à sua imagem para que nossos corpos fossem incorruptíveis. Criou-nos à sua imagem para que fôssemos extensão da sua glória. E soprou em nós o Seu Espírito para que tivéssemos domínio sobre a Terra. Esse é o grande mistério da nossa existência e da Sua ressurreição. O recomeço nada mais é do que nos levar de volta à essas três condições de vivência.
Jesus voltou para que o Espírito pudesse habitar em todo ser humano e, dessa maneira, o Reino de Deus fosse implantado em todo o mundo. Esse é o nosso retorno ao Éden, à nossa condição de Reis e Rainhas, de dominadores sobre tudo que existe, conforme Gênesis 1:26.
Nenhum comentário:
Postar um comentário